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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Balaiada

Continuando a descrição dos movimentos dos quais Sampaio participou, seguimos com a Balaiada, ocorrida no Maranhão.

No início do século XIX, logo após a independência brasileira, a população maranhense era composta de escravos e de sertanejos, que viviam de forma miseravelmente ruim, em forte contraste com a vida dos ricos fazendeiros e comerciantes.

Tais condições foram suficientes para um sentimento forte de desigualdade e injustiça nos corações de quem vivia na miséria, ocorrendo então como conseqüência uma revolta popular. A revolta transformou-se em um movimento que mobilizou a classe marginalizada da sociedade.

A economia maranhense passava por uma forte crise, tendo como causa importante a concorrência com o algodão norte-americano no comércio mundial. Além disso, a criação da Lei dos Prefeitos, que concedia ao governador, eleito pelo governo central, o privilégio de nomear os prefeitos municipais, causou certo descontentamento e confronto do povo com as instituições governamentais.

Três líderes nessa revolta impulsionaram diversos focos de tensão. Raimundo Gomes mobilizou um grupo de escravos, vaqueiros e artesãos logo depois de libertar um grupo de vaqueiros aprisionados em Vila da Manga, a mando de um opositor político do patrão daqueles mesmos trabalhadores.

O artesão Manoel dos Anjos Ferreira, conhecido como Balaio, começou a lutar contras as autoridades provinciais depois de acusar o oficial Antônio Raymundo Guimarães de ter abusado sexualmente de suas filhas. Após conquistar vários adeptos, os revoltosos conseguiram controlar a cidade de Caxias, um dos maiores centros comerciais da época. A natureza popular desse movimento em muito ameaçou a estabilidade dos privilégios econômicos daqueles que detinham o poder na época.

Naquele mesmo ano, o negro Cosme Bento de Chagas, contou com o apoio de, aproximadamente, três mil escravos fugidos. O grande número de negros envolvidos na revolta deu traços raciais à questão da desigualdade ali colocada. Em resposta aos levantes, o coronel Luis Alves de Lima e Silva foi nomeado para controlar a tensa situação da província.

Em 1841, com farto armamento e um grupo de oito mil homens, Luis Alves obteve sucesso na contenção dos revoltosos e, por isso, recebeu o título de Conde de Caxias. A desarticulação entre os vários braços revoltosos da Balaiada e a desunião em torno de objetivos comuns, facilitou bastante a ação repressora estabelecida pelas forças governamentais. Sampaio, sob o comando de Luís e de outros oficiais, participou efetivamente dos confrontos, iniciando sua participação assim que eclodido a revolta da Balaiada. Por meio de confrontos árduos, como a batalha de Areias, um dos últimos combates, consolidou a vitória do governo provincial e foi determinante para a mesma.

Manoel Francisco Gomes foi abatido durante o movimento de retaliação da revolta. Já o vaqueiro Raimundo Gomes foi expulso do Maranhão e, durante sua deportação para São Paulo, faleceu em uma embarcação. O líder dos escravos, Cosme Bento, foi preso e condenado à forca em 1842.

Postado por: Lucas Barros

terça-feira, 27 de julho de 2010

Cabanagem


Cabanagem (1835-1840)


A Cabanagem foi uma revolta popular ocorrida no Período Regencial, um dos mais violentos da história brasileira. Surgiu como uma tentativa de protesto e revolta à elite paraense e à falta de autonomia política do Grão-Pará (um conjunto dos estados Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima), e contou com certo apoio das classes média e alta do estado, entretanto, os principais participantes da revolta foram os cabanos, homens pobres que viviam em moradias de barro.

Estando o Brasil independente, a Província do Grão-Pará lutou para expulsar certos integrantes da Província que pretendiam manter a região como colônia de Portugal. Este confronto teve como principais integrantes o cônego e jornalista João Batista Gonçalves Campos, os irmãos Vinagre e o fazendeiro Félix Clemente Malcher. Foram tempos de constante indignação de todos com os remanescentes portugueses reinóis e por fim a expulsão destes. Terminada a luta pela independência e instalado o governo provincial, os líderes locais foram marginalizados do poder. A elite fazendeira do Grão-Pará, embora com melhores condições, ressentia-se da falta de participação nas decisões do governo central, dominado pelas províncias do Sudeste e do Nordeste.

Em julho de 1831 eclodiu uma revolta na guarnição militar de Belém. A raiva do povo com o governo cresceu, e em 1833 já se falava em criar uma federação independente do Brasil. O presidente da província, Bernardo Lobo de Sousa, desencadeou uma política repressora, na tentativa de conter os inconformados. O clímax foi atingido em 1834, quando Batista Campos publicou uma carta do bispo do Pará, Romualdo de Sousa Coelho, criticando alguns políticos da província. Por não ter sido autorizada pelo governo da Província, o cônego foi perseguido, refugiando-se na fazenda de seu amigo Clemente Malcher. Reunindo-se aos irmãos Vinagre (Manuel, Francisco Pedro e Antônio) e ao seringueiro e jornalista Eduardo Angelim reuniram um contingente de rebeldes na fazenda de Malcher. Antes de serem atacados por tropas governistas, abandonaram a fazenda. Contudo, no dia 3 de novembro, as tropas conseguiram matar Manuel Vinagre e prender Malcher e outros rebeldes. Batista Campos morreu no último dia do ano, ao que tudo indica de uma infecção causada por um corte que sofreu ao fazer a barba.

O movimento

Em 6 de janeiro de 1835, liderados por Antônio Vinagre, os rebeldes (tapuios, cabanos, negros e índios) tomaram de assalto o quartel e o palácio do governo de Belém, nomeando Félix Antonio Clemente Malcher presidente do Grão-Pará. A Cabanagem apenas começava. Os cabanos, em menos de um dia, atacaram e conquistaram a cidade de Belém, assassinando o presidente Lobo de Souza e o Comandante das Armas, e apoderando-se de uma grande quantidade de material bélico. No dia 7, Clemente Malcher foi libertado e escolhido como presidente da província e Francisco Vinagre para Comandante das Armas. O governo cabano não durou por muito tempo, pois o novo presidente, Félix Malcher - tenente-coronel, latifundiário, dono de engenhos de açúcar - era mais identificado com os interesses do grupo dominante derrotado, é deposto em 19 de fevereiro de 1835, com o apoio das classes dominantes e pretendia manter a província unida ao império brasileiro.

Francisco Vinagre, Eduardo Angelim e os cabanos pretendiam se separar. O rompimento aconteceu quando Malcher mandou prender Angelim. As tropas dos dois lados entraram em conflito, saindo vitoriosas as de Francisco Vinagre. Clemente Malcher, assassinado, teve o seu cadáver arrastado pelas ruas de Belém.

Eduardo Angelim assumiu a presidência. Durante dez meses, a elite se viu atemorizada pelo controle cabano sobre a província do Grão-Pará. A falta de um projeto com medidas concretas para a consolidação do governo rebelde, provocaram seu enfraquecimento. Diante da vitória das forças de Angelim, o império reagiu e nomeou, em março de 1836, o brigadeiro Francisco José de Sousa Soares de Andréa como novo presidente do Grão-Pará, autorizando a guerra total contra os cabanos. Em fevereiro, quatro navios de guerra se aproximavam de Belém, prontos para atacar uma cidade tomada pela desordem, fome e varíola. No dia 13 de maio de 1836, o brigadeiro d'Andrea estacionou sua esquadra em frente a Belém e bombardeou impiedosamente a cidade. Os cabanos insurgentes escapavam pelos igarapés em pequenas canoas, enquanto Eduardo Angelim e alguns líderes negociavam a fuga.

O brigadeiro d'Andrea, entretanto, julgando que Angelim, mesmo foragido, seria uma ameaça, determinou que seus homens fossem ao seu encalço. Em outubro de 1836, numa tapera da selva, ao lado de sua mulher, Angelim foi capturado, tornado prisioneiro na fortaleza da Barra, até seguir para o Rio de Janeiro. A cabanagem, porém, não acabou com a prisão de Eduardo Angelim. Os cabanos lutaram até 1840 (internados na selva), até serem derrotados. Onde está a participação de Sampaio? Sampaio, na época primeiro sargento ou furriel, foi componente do agrupamento que, após a terceira tomada da província pelos cabanos, foi responsável pela consolidação do governo anterior. Dirante o confronto, Sampaio foi nomeado tenente.

Em homenagem ao movimento Cabano foi erguido um monumento, projetado pelo famoso arquiteto Oscar Niemeyer, na entrada da cidade de Belém: o Memorial da Cabanagem.

Postado por: Kahl e Lucas Barros








sábado, 5 de junho de 2010

200 Anos do Brigadeiro Sampaio

200 anos de Glória!
Teu exemplo transita do ontem ao amanhã.
És patrono dos fortes, precursores e imortais.
És mais: és o modelo do Soldado Brasileiro!
Líder verdadeiro e tenaz comandante.
Nas trincheiras, defendendo ou pensando o ataque;
Lado a lado dos camaradas.
Não importa onde, quando ou contra quem:
Cumprias (de peito aberto!) a tua nobre missão.
Temor ao inimigo? Jamais! Apenas respeito...
Em tuas batalhas não tinha blindados,
Aviões, logística ou eletrônica.
Havia o essencial: o teu fuzil e a espada;
Símbolo do guerreiro que és e da tua honra, jamais maculada.
Parabéns Sampaio;
Parabéns Infantaria do Brasil!


Autor: Major Reformado Leonardo Martins de Freitas (Pai do aluno Kahl)
Postado por: Kahl

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Infantaria, a Arma mais a Antiga do Exército



História:

A infantaria é a arma mais antiga do exército e geralmente dotada dos maiores efetivos, formada por soldados que podem combater em todos os tipos de terreno e sobre quaisquer condições meteorológicas. Os infantes sempre foram a principal força de combate de um exército.

A infantaria brasileira iniciou-se em Jaboatão dos Guararapes e confunde-se com o surgimento de nosso exército. Nos Montes Guararapes, na guerra contra os holandeses trezentos e cinquenta e sete anos atrás, as tropas nativas sob a liderança de Felipe Camarão, Vidal de Negreiros e Henrique dias, aplicaram com criatividade e bravura as mais elementares técnicas de combate como por exemplo, a concentração de tropas, execução de ação frontal e de flanco, conhecimento do terreno, fixação do inimigo, força de ataque e ruptura da defesa inimiga.

Dessa forma, quase inexistente, está a linha que delimita a origem de nosso Exército e da Infantaria Brasileira.






(Ilustração: Batalha dos Guararapes)




Tipos de Infantaria:

Ao longo da história, e variando de exército para exército, existiram diversos tipos de tropa de infantaria. Elas se distinguiam pelo tipo de armamento, pelas táticas utilizadas, e até mesmo pelos seus uniformes. Atualmente são conhecidas:

*Forças especiais;

*Comandos;

* Fuzileiros;

*Atiradores;

*Caçadores;

*Granadeiros;

*Ciclistas.






(Foto: Forças Especiais)






No Brasil, existem diferentes especialidades:

*Pára-quedistas;

*Selva;

*Leve (aeromóvel);

*Montanha;

*Pantanal;

*Caatinga;

*Polícia do Exército;

*Blindada;

*Motorizada;

*De guardas.


Missões:

A função mais importante da infantaria tem sido como força primária de um exército. È ela que decide se o terreno foi tomado e é a sua presença que assegura o controle do território. Enquanto que as táticas de emprego foram mudadas, a missão básica da infantaria não o foi.

Criado e postado por: Kahl

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Canção da Infantaria

Letra: Hildo Rangel
Música: Thiers Cardoso

Nós somos estes infantes
Cujos peitos amantes
Nunca temem lutar;
Vivemos,
Morremos,
Para o Brasil nos consagrar!

Nós, peito nunca vencidos
De valor desmedidos,
No fragor da disputa
Mostremos
Que em nossa Pátria temos
Valor imenso
No intenso da luta.

És a nobre Infantaria,
Das armas a rainha,
Por ti daria
A vida minha, e a glória prometida,
Nos campos de batalha,
Está contigo
Ante o inimigo
Pelo fogo da metralha!

És a eterna majestade
das linhas combatentes,
És a entidade,
Dos mais valentes
Quando o fogo da vitória
Marcar nossa alegria
Eu cantarei,
Eu gritarei:
És a nobre Infantaria!

Brasil, te darei com amor,
Toda seiva e vigor,
Que em meu peito se encerra,
Fuzil!
Servil!
Meu nobre amigo para guerra!

Ó meu amado pendão,
Sagrado pavilhão,
Que a glória conduz!
Com luz
Sublime
Amor se exprime
Se do alto me falas,
Todo roto por balas!

REFRÃO: {És a nobre Infantaria...}



Postado por: Kahl